Rádio Bandeirantes completa 70 anos
04/05/2007 - sexta-feira



Em 6 de maio de 1937, nasceu a "Sociedade Bandeirante de Rádio Difusão PRH-9", localizada à Rua São Bento, 365, no Centro de São Paulo.

O idealizador da emissora foi José Nicolini. Na metade dos anos 40, a emissora foi adquirida por Paulo Machado de Carvalho para compor a Rede "Emissoras Unidas": Record, Panamericana, São Paulo, Excelsior e Difusora Hora Certa de Santo Amaro.

Em 1947, Paulo Machado de Carvalho vendeu sua participação para o então Governador eleito de São Paulo, Adhemar de Barros.

Em 1948, o controle da Rádio passou para as mãos de João Jorge Saad, que transferiu os estúdios para a Rua Libero Badaró, e na seqüência para a Rua Paula Souza, local que permaneceu até 1965. Foi na época da Paula Souza que a Bandeirantes passou a ser uma das emissoras mais respeitadas e ouvidas do país.

A partir de 1965, a emissora foi transferida ao bairro do Morumbi, e foi embrião do "Complexo Radiantes", que abriga várias emissoras de Rádio e TV.

Algumas das marcas pioneiras da Bandeirantes neste 70 anos de vida:

1950 - Primeira emissora brasileira a transmitir ininterruptamente por 24 horas;

1955 - Implantação do criativo Sistema RB-55, concentrando em 3 minutos seus intervalos comerciais, numa época em que as emissoras levavam ao ar intermináveis ‘reclames’;

1958 - Formação da "Cadeia Verde-Amarela Norte-Sul do Brasil", para a transmissão da Copa do Mundo da Suécia, com 400 emissoras em todo o Brasil. Nas transmissões dessa Copa, registraram-se os maiores índices de audiência em São Paulo que uma emissora jamais alcançou, mais de 90%, de acordo com os institutos de pesquisa da época;

1962 - Primeira experiência de geração simultânea de programa, entre São Paulo e Rio de Janeiro - o programa Primeira Hora;

1989 - Início das operações do Sistema BandSat AM, a primeira Rede de Rádio via satélite do Brasil.

Da Rádio-novela aos programas de auditório dos primeiros tempos, a Bandeirantes soube interpretar o gosto e as exigências de seu público, priorizando os programas musicais e o futebol. Nos anos que se seguiram, a partir dos anos 60, o jornalismo, passou a ser sua marca registrada.

Alguns dos nomes que fizeram sucesso no microfone da Bandeirantes:

Anos 40: Rebello Junior, "o homem do gol inconfundível'. Com ele vieram, do Rio de Janeiro, Gilberto Martins, responsável pelo lançamento da primeira novela do Rádio brasileiro, "Em busca da Felicidade", da Rádio Nacional, e daqui de São Paulo, das próprias Emissoras Unidas, Murillo Pereira Leite, para cuidar da parte comercial.

Anos 50 e 60:
Alexandre Kadunc, no Rádio-jornalismo, discípulo de Ermilo Saccheta, criou inesquecíveis noticiosos sob a égide dos ‘Titulares da Notícia’. Entre eles, "Primeira Hora" (no ar até hoje), em 1962, uma revolução no Rádio. Criou também o "Correspondente Renner", depois "Nosso Correspondente", para a voz inconfundível de Antonio Pimentel e depois Franco Neto.

Após Kadunc, sucederam-se na Direção de Jornalismo Mauro Guimarães, Gabriel Romeiro, José Paulo de Andrade, Alberto Luchetti Neto e Marcelo Parada que é, hoje, diretor-geral.

Vicente Leporace e o tradicional "O Trabuco", também fizeram história no jornalismo da Bandeirantes.

No esporte, Pedro Luiz Paoliello, contratado em 1958 à rival Panamericana, "a emissora dos esportes", formou com Edson a dupla imbatível das Copas de 58 e 62. Fiori Gigliotti voltou em 1963 à Bandeirantes (de onde saíra em 1958), para montar nova equipe esportiva, o "Escrete do Rádio".

Novas marcas: a programação se renovou, com a era Boni. Sim, ele mesmo, o todo-poderoso da Rede Globo de Televisão, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho. A Rádio foi decisiva para a implantação da televisão, em 1967, e partiu para novos desafios. Consolidou-se o esporte já tradicional, cresceu o jornalismo, com o aprimoramento dos equipamentos. A prestação de serviços se intensificou, acompanhando a própria exigência da sociedade.

Anos 70: Vieram Moacyr Franco e Wanderley Cardoso, cantores consagrados, ocupando com sucesso espaços na programação. 

"O Poder da Mensagem", de Hélio Ribeiro (também Diretor Artístico). Aliás, Hélio Ribeiro trouxe nomes como Ferreira Martins e Nei Costa. Lançou também "O Pulo do Gato", atualmente um dos programas mais antigo do Rádio brasileiro: mesma emissora, mesmo horário, mesmo apresentador (José Paulo de Andrade).

Outros nomes estiveram presentes: José Maria Scachetti, Newton Flora, entre muitos outros.

Anos 80: Show de Rádio (Estevan Sangirardi e equipe); Antonio Carvalho; Flávio Guimarães, entre outros.

Anos 90: Éder Luís, Edgard de Mello Filho, Dirceu Maravilha, José Nello Marques, Mauro Betting, entre outros.

2000: Retorno de Joelmir Betting; chegada de Zancopé Simões, José Silvério, Milton Neves.


Colaboração: Emilcio Rogério Zuliani



Obs: Pedimos desculpas caso algum fato importante não tenha sido mencionado. Foram muito profissionais competentes que passaram pela emissora nestes 70 anos. Fica aqui o nosso registro.