ABERT apoia estudos para migração de canais AM no dial convencional FM

ABERT apoia estudos para migração de canais AM no dial convencional FM

O Ministério das Comunicações (por meio da Secretaria de Radiodifusão - SERAD) e a ANATEL, juntamente com as associações estaduais de radiodifusão, estão realizando estudos para para viabilizar a inclusão de mais canais dentro da faixa convencional do FM.

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações (MCom), Maximiliano Martinhão, confirmou ao portal tudoradio.com que uma série de reuniões irão ocorrer nos próximos dias para o levantamento dos canais que poderão ser abertos.

A criação dos Grupos de Trabalho (GT) foi sugestão da ABERT para dar maior celeridade aos estudos técnicos e buscar alternativas para as emissoras que ficaram sem a canalização na faixa de 88 a 108 FM. As reuniões para avaliar os estudos apresentados pela ABERT, juntamente com as associações estaduais, tiveram início em 29 de janeiro e, durante o mês de fevereiro, serão realizadas semanalmente, às sextas-feiras.

Segundo o diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, coordenador dos estudos de migração no país e representante do setor de radiodifusão no grupo, a Consulta Pública nº 70 da Anatel propôs a utilização de 323 canais no chamado dial estendido (eFM), mas a ABERT e as associações estaduais reivindicaram a realização de mais estudos para encontrar o maior número possível de canais viáveis na faixa convencional.

"Pelos novos levantamentos, existe a possibilidade de se encontrar mais de 100 canais na faixa convencional. Neste momento, no GT, estamos finalizando os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que poderão ser migrados para esta faixa", afirma Cintra.

Já os estudos propostos pela ABERT e associações dos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo foram encaminhados para conhecimento da Anatel e MCom e poderão ser analisados pelo GT nas próximas reuniões.

O presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, avalia que a formação do GT é fundamental para uma finalização mais rápida do processo de migração do rádio AM. "O grupo técnico é uma demanda antiga do setor e essencial para dar maior agilidade na coordenação de decisões que possibilitem a inclusão de mais rádios na faixa convencional de FM. Mais uma vez, o MCom e a Anatel reconhecem a importância do rádio, em benefício das centenas de emissoras que aguardam a possibilidade de melhoria na qualidade do seu serviço", afirma Lara Resende.

 

FONTE: tudoradio.com